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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Fortalecendo a cultura de segurança de alimentos no Japão


No segundo dia da conferência, na parte da tarde, Mika Yokota, Ministra da Agricultura, Florestas e Pescas, do Japão, palestrou sobre o fortalecimento da cultura de Segurança de alimentos no Japão.

A culinária tradicional japonesa é denominada como “Washoku” (和食), e é reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.  As principais características do "Washoku" incluem utilizar criativamente ingredientes frescos, composição equilibrada, apresentação da beleza da natureza e as estações do ano e a conexão com os eventos anuais.

Mika explicou que o comportamento dos consumidores no Japão é caracterizado pela inspeção rigorosa contra contaminação, pacotes com design inovadores, que sejam fáceis de abrir e difíceis de quebrar e máquinas de descongelamento que mantenham boa qualidade.

Para garantir a segurança de alimentos no país, existe a Lei Básica de Segurança de Alimentos, a Lei Sanitária de Alimentos,  a Lei para Matadouros, o Controle dos Negócios de Abate de Aves,  a Lei de Inspeção de Aves, e outras leis relacionadas.


Ela mostrou que os funcionários são educados e treinados através da gestão 5S para a administração da higiene nas fábricas. Os efeitos da gestão 5S são: mudança de atitude dos funcionários, otimização do funcionamento, garantia da segurança dos trabalhadores e diminuição de mercadorias defeituosas.

Fonte: slide da conferência


A ministra também nos mostrou as iniciativas do governo japonês quanto a Cultura de Segurança de Alimentos. Existe o projeto FCP (Project Communications Food), que é um projeto de cooperação entre os operadores de empresas de alimentos, empresas relacionadas, o governo e os consumidores e etc, envolvidos num trabalho buscando a melhoria da confiança dos consumidores na "comida". Todos os envolvidos voluntariamente discutem uns com os outros e compartilham informações de como fazer ferramentas para o sistema de educação etc. O objetivo do projeto é aumentar a confiança dos consumidores na indústria de alimentos.


Fonte: slides da conferência

Fonte: slides da conferência

De acordo com Mika, a direção futura do fortalecimento da cultura de segurança de alimentos é manter e melhorar o nível de cultura de segurança de alimentos na premissa da cultura e infraestrutura japonesa e também comunicar a maneira japonesa de garantir alta qualidade de alimentos a nível mundial e garantir a confiança dos consumidores.

Apoio de redação: Thaís Ferreira
Apoio de publicação: Thaís Ferreira

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quarta-feira, 20 de março de 2013

213% de crescimento em três anos é um bom resultado?


Iván Báez, Sócio e Gerente Geral da Empresa Eman, no Chile, muito entusiasmado com sua estratégia de busca de produção de alimentos mais seguros, mostrou que isso não resultou somente no cumprimento de exigências legais, mas possibilitou que sua empresa atingisse novos clientes e novos mercados. Iván observou um “adorável” efeito secundário à implementação de um sistema de gestão da segurança de alimentos: a melhoria da qualidade e da produtividade, com um crescimento nas vendas de 213% em três anos.

 A Eman é uma pequena empresa dedicada à produção e engarrafamento de licores de creme, localizada na região de Araucanía, no Chile. A empresa nasceu em 2006 por iniciativa de Iván e mais dois empreendedores, que fundaram o negócio com 40.000 Euros e tiveram muito sucesso com a produção de um licor muito típico chileno chamado “Cola de Mono”. Mais recentemente passaram a se dedicar também à produção de creme alcoolizado, que conseguiram exportar para a produção do famoso licor Bailey’s.

O empresário contou que iniciou em 2009 a implementação de GMP, tendo a seguir se empenhado na implementação de um dos sistemas de gestão da segurança de alimentos reconhecidos pelo GFSI, conquistando a certificação em 2011.

 Iván Báez, da empresa Eman, Chile
Autor da foto: Cong Xue, constante no site da Conferência.



Os resultados mostrados durante a Conferência falam por si próprios.

 Autor foto: Ellen Lopes


 Autor foto: Ellen Lopes


Autor foto: Ellen Lopes


Finalizo este post esperando que, este exemplo, possa ser fonte de inspiração para nossos pequenos e médios empresários.






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terça-feira, 19 de março de 2013

Como é segurança de alimentos na China?

Segundo Zaotian Wan, Vice Presidente da COFCO Corporation da China, é assim: 食品安全.


Brincadeiras à parte, segundo o palestrante, a COFCO - Corporação Nacional de Cereais, Óleos e Produtos Alimentares da China, fundada em 1952, é a maior empresa de processamento e de comercialização de alimentos daquele país, e é uma das maiores empresas estatais chinesas.

Zaotian falou sobre a Segurança de Alimentos Mundial: o exemplo chinês, explicando que a China ainda tem muito a desenvolver na área de segurança de alimentos. Ele relatou que, em 2010, houve 173 casos de “intoxicação” alimentar registrados na China, envolvendo o número de 6.272 pessoas e 146 mortes. Curiosamente, o palestrante citou os respectivos números registrados nos Estados Unidos: 1,28 milhões e 3.000. Pensei ter entendido errado, mas nos slides cedidos pelo palestrante, traduzidos para o inglês, realmente aparecem os números dos Estados Unidos entre parênteses. Fiquei me perguntando se esta seria alguma técnica governamental para minimizar o fato, admitido por ele mesmo, de que a segurança de alimentos lá ainda é incipiente. É claro que a captação ou a informação, ou ambos parecem ainda não ser de “alta precisão”.

Wan explicou que o cenário das indústrias de alimentos na China é constituído por pequenas empresas, de baixo grau de automatização, dispersas em várias regiões, o que dificulta o controle. Exemplificou: para processamento de trigo, somente 1% das empresas têm capacidade de processamento acima de 1.000 toneladas por dia, enquanto nos Estados Unidos esta porcentagem é de 50%. Acrescentou que a China é menos harmonizada que em países desenvolvidos, sendo o sistema de padrões legislativos incompleto, com a adoção de padrões internacionais abaixo de 50%, com inconformidades e sobreposição dos padrões. Há falta de análise de risco e de investigação de novos poluentes, falta de cadeia de frio suficiente, falta de integridade das empresas e há alta deterioração do meio ambiente.

Wan revelou que, nos últimos anos, a maioria dos incidentes de alimentos foi causada pela contaminação intencional, o que leva o desafio para a área de Food Defense.

A segurança de alimentos está intimamente ligada com o negócio internacional da economia global, e os consumidores chineses têm se preocupado com a intensiva exposição na mídia de casos envolvendo segurança de alimentos, como foi o caso da melamina no leite. “A entrada do governo tomando a segurança de alimentos como parte dos sistemas de engenharia social e de meios de subsistência está levando o sistema de vigilância sanitária e a cultura de alimentos a se formarem gradualmente: até o final de 2010, mais de 6.300 instituições nacionais de alimentos para análises de segurança de alimentos foram estabelecidas, a supervisão da segurança de alimentos foi reforçada e foi criado um mecanismo de resposta a emergências de segurança de alimentos. Os controles têm aumentado constantemente, citando que 27.369 empresas produtoras de alimentos foram inspecionadas de 2006 a 2010”. Mais uma vez achei que poderia ter entendido mal, seria 2010 mesmo? Mas confirmei no slides cedidos, que não contemplam dados mais recentes.

Wan concluiu que, para fazer frente com este cenário, a COFCO publicou em 2009 os “Dez Princípios de Gestão da Segurança de Alimentos” estando, a empresa, disposta a trabalhar com as associações, a academia, a mídia e os consumidores, para melhorar a situação de segurança de alimentos. Wan observou que a empresa estatal não opera todos os elos da cadeia de abastecimento de alimentos, mas tem o objetivo de influenciá-los. E acrescentou “o GFSI é necessário para construir uma plataforma de comunicação para fabricantes de alimentos e varejistas, compartilhando, juntos, a experiência para melhorar o nível da segurança de alimentos”.

Zaotian Wan, da COFCO, China.Autor da foto: Cong Xue, constante no site da Conferência.




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